População ocupa Centro Administrativo Regional da Restinga para protestar contra a Administração Zé Fogaça, que tem apenas 20 dias para evitar uma catástrofe de conseqüências 'imagináveis' para a juventude da Restinga e de Porto Alegre. Depois de 3 anos de incopetência administrativa da SMAM, SMOV e do Planejamento.
Desadministração Zé Fogaça não quer Escola Técnica Federal para a Restinga
Restinga: Povo na Rua e ocupando espaços públicos!
"Desde sábado, dia 11 de julho de 2009, o povo da Restinga avisa que cansou de esperar e não vai parar! A Restinga é um bairro de Porto Alegre/Rio Grande do Sul/Brasil, que nasce da expulsão da população pobre do centro da cidade na década de 60, na ditadura militar. Ao longo desse tempo, esse bairro só é lembrado pelos políticos em época de eleição. Hoje, com uma população ao redor de 100.000 pessoas, conta com um enorme número de desempregados, principalmente jovens, que são exterminados pela nova arma de extermínio aos pobres: o crack."
"Porém, uma população lutadora, conseguiu fazer do nada um lugar para viver, e agora cansou das promessas que todos dão na hora da eleição. Dessa vez, foi o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), novas instituições de ensino federais que oferecerão formação superior. A comunidade da Restinga conquistou que o IFET de Porto Alegre fosse lá, com a expectativa de possibilitar aos seus jovens uma formação qualificada próxima de suas casas, distanciando-os da vida vulnerável e transformando aquele bairro num pólo de novos conhecimentos.
Tudo pronto, dinheiro destinado e prazos definidos, a prefeitura simplesmente não cumpriu seu acordo sobre autorizações ambientais, limpeza do terreno e disponibilização das estruturas sanitárias e elétricas para dar início às obras. Assim, passados TRÊS ANOS de aprovação do projeto e compromisso dos políticos, faltam menos de VINTE DIAS para o bairro PERDER a Escola Técnica por este DESCASO da prefeitura de Porto Alegre, principalmente Secretarias do Meio Ambiente e de Obras (SMAM e SMOV).
A situação é ainda mais patética em um momento em que há diversos investimentos ágeis e bilionários para a realização de jogos da Copa de 2014, como higienização do Centro e grandes obras nos clubes de futebol.
A comunidade da Restinga seguirá em luta, e hoje, dia 13 de julho, segunda-feira, o Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR) – uma "mini-prefeitura no bairro" – foi ocupada por moradores, fazendo muito barulho e exigindo que sejam cumpridos os prazos, para que o povo não seja, mais uma vez, prejudicado pela politicagem sacana. Amanhã, estaremos mobilizados no CAR a partir das 17h, pois acontecerá uma reunião com o Secretário Municipal de Gestão e Acompanhamento Estratégico Clóvis Magalhães, já que ele não compareceu na manifestação hoje, como foi exigido."
"Este é apenas um novo começo, pois as demandas não param: Hospital e Unidades de Saúde que não saem do papel e emperram nas mesmas secretarias, escolas de ensino médio, espaços de lazer e cultura, melhores condições de trabalhos para os professores, etc...
Hoje, amanhã e quando mais precisar! A Restinga está mobilizada e não vai parar até garantir suas conquistas!
O cartunista Santiago foi mais uma vez censurado devido as suas posições políticas.Depois de ter sido dispensado pelo Jornal do Comércio de Porto Alegre, foi a vez da Reviata do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio Grande do Sul(CREA-RS).
CaRtunista demitido por criticar empREiteiRas
Durante 19 anos ilustrando o cotidiano político do Rio Grande do Sul, Santiago deixará, a pedido do presidente do CREA-RS, Alcides Capoani, sua função na Revista.
Obviamente trata-se de um eufemismo nosso dizer que Capoani o demitiu. Na verdade, a demissão de Santiago é uma manobra das grandes incorporadoras e empreiteras.
O Rio Grande do Sul vive um momento de profunda obscuridade. Corrupção, intervenção direta de seitas como a Maçonaria e a Opus Dei nas decisões de governo. A democracia e os ideais republicanos são uma farsa. Não há espaço para o pensamento divergente. Qualquer discussão ou debate é visto como algo negativo. Não estamos nem referindo ao acúmulo de denúncias de corrupção que pesam sobre o Governo Yeda (PSDB) e seu aliados (PMDB, PTB e PP).
Neltair Rebés Abreu, o Santiago, nasceu em 1950 em Santiago do Boqueirão, motivo do apelido dado pelos colegas da Faculdade de Arquitetura na década de 1970.
Como cartunista é reconhecido internacionalmente tendo papado premios no Canadá,no Sofia Press da Bulgária e no Yomiuri Shimbun do Japão, só para citar alguns.
Como cidadão, Santiago se destaca como um artista que jamais se furta de emitir sua opinião política sobre o vive e vê. Ou seja, não vive naquela bolha que 90% dos artistas de qualquer área se coloca em relação a sociedade.
Pois foi exatamente por defender suas posições, em especial nos recentes casos de especulação imobiliária no Pontal do Estaleiro e no caso do arranha-céu de 20 andares da incorporadora Melnick, na rua Lima e Silva, que a resposta veio.
A demissão de Santiago pode parecer quase irrelevante, não fosse o contexto obscurantista em que os interesses econômicos cassam as vozes divergentes. Faz companhia ao Santiago, o jornalista Wladimir Ungaretti, impedido de emitir opiniões ou críticas àquilo que é produzido pelo jornal do P-RBS. Também blogueiros processados por lumpens que vivem de patrocínio estatal e escritores que quinta categoria.
Ora, o Rio Grande do Sul é dominado basicamente por dois setores da economia, pelos ruralistas no campo e pelas empreiteiras na cidade. Ambos garantiram ainda no período da ditadura militar, o monopolio midiático na Região Sul, de modo, que a construção de qualquer discurso público seja antes filtrado por seus pareceres e opiniões.
Não causará surpresa se o novo cartunista da revista do CREA for também funcionário do P-RBS.
"Que o Irã e a China tentem censurar a internet é imoral, mas compreensível. Trata-se de dois regimes autoritários – cada um a seu modelo -, com longo histórico de violações dos direitos de expressão. Agora, que iniciativas como essas partam de países que se propagam baluartes da democracia, como Grã-Bretanha, Austrália e Alemanha, trata-se de hipocrisia." Trocando apenas algumas palavras, como "países" por "empresas de comunicação", podemos compreender a coisa por exemplos mais próximos.
entreveros da percepção
só ideia caótica
Vamos mais uma vez romper o acordo de damas e cavalheiros de não falar neste assunto fétido de 'Z's... e 'H's... Mas não podíamos deixar cair no vácuo alguns tropicões destes "hipócritas fardados - seus dias estão contados".
Só para constar, não lemos, não compramos e não deixamos esquecida em algum canto para que alguém encontre a edição de Zerolândia deste domingo, 28. Mas fomos avisados por telefone por um leitor que, assim como nós, remoi-se diante de injustiças.
R.L., funcionário da Fábrica de Mentiras, publicou na página 20 desta edição uma crítica à censura na internet, inclusive nos casos de pedofilia - já que, segundo ele, a Polícia Federal tem meios cibernéticos de combater esse crime. Com pose democrática e liberal (?!) mas insuspeita má-informação. Deixou de lembrar as possíveis comparações que se pode fazer com o caso do seu colega fotógrafo, que com suporte jurídico da Fábrica, ou não, impediu na justiça o professor de jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Wladimir Ungaretti, de se expressar no próprio site/blog.
Regimes autoritários? Irã? China? É imoral, mas compreensível, né?
sugestão de leitura para o fotógrafo, então Censor
Colocamos um retalho da página 10 da mesma edição para provocar uma incógnita. O que teria a nos dizer o professor sobre o "boneco" de autoria do então censor? Ungaretti, o espaço é seu...
Reparação para a liberdade de expressão do Professor Ungaretti!
Enquanto o
Ministério Público Federal não se pronuncia sobre o destino de assessores,
secretários de estado, deputados estaduais e federais e da própria governadora
Yeda Crusius. Enquanto a tentativa da Oposição na Assembléia Legislativa de
constituir uma CPI não decola, resta ao gaúchos aguardarem indignados ouvindo,
assistindo e lendo, o lento desfile de corajosos defensores de uma governo que
acabou.
goVERno Yeda acabOU!
Mas o câncER peRsistE
Estamos quase
completando 30 dias desde que deputados da Oposição (PT, PCdoB e PSB),
assinaram o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
na Assembléia para investigar o maior caso de corrupção já registrado no Rio
Grande. Somaram-se neste período, deputados do PDT (apenas 3 dos 6
parlamentares que a sigla possui) e os chamados independentes do DEM ( 2 dos 3
deputados). Das 19 assinaturas mínimas para constituir a Comissão, faltam
apenas duas.
Durante esse período
nebuloso os gaúchos ouviram seu senador mais antigo acusar a iniciativa dos
parlamentares de eleitoreira, raivosa e irresponsável. Logo Pedro Simon,
senador do PMDB, sempre citado por seus correligionários políticos e midiáticos
por seus eloqüentes e inflamados discursos contra a corrupção na política e
pelo afastamento imediato dos envolvidos. Coisa para brasiliense ver, já que em
sua terra natal o chefe maior da sigla prefere a contradição à abrir mão dos
favores que o governo Yeda Crusius fez ao seu afilhado político, o presidente
do Banrisul, Fernando Lemos. Não se sabe se por desespero, para tergiversar ou por
abstinência de algum medicamento para a memória, Simon chegou a acusar o
Ministro da Justiça, Tarso Genro, de ter colocado a Polícia Federal no encalço
dos deputados do seu partido. Depois voltou atrás, negou e foi constrangido até
por seus históricos aliados na mídia gaúcha.
Após Simon, foi a
vez do deputado federal Eliseu Padilha, também do PMDB, investigado pela
Operação Solidária, ir para o rádio fazer ameaças aos parlamentares. Padilha
afirmou no programa do apresentador Gustavo Motta, na Rádio Guaíba, do Grupo
Record, que haviam deputados que se escondiam atrás do “biombo da CPI” e que as
investigações da PF revelaria seus “nomezinhos lá”. Como o parlamentar,
gentilmente apelidado de “Quadrilha” pelo coronel baiano Antônio Carlos
Magalhães, está na condição de investigado e tem, portanto, acesso aos dados
sigilosos do processo, ninguém melhor do que ele para dizer quem está ou não
envolvido.
Na seqüência das
declarações comprometedoras dos dois chefes maiores do PMDB no Rio Grande do
Sul, profissionais do P-RBS (empresa-partido que domina a imprensa gaúcha),
como Antônio Carlos Macedo, Rosane de Oliveira e André Machado, mudaram a
tática e passaram a cobrar satisfação de seus antigos aliados e a apostar na
criação da CPI no Parlamento. Dias depois veio a explicação. O P-RBS havia
encomendado uma pesquisa de opinião, em que 79,4% dos pesquisados afirmaram
querer uma CPI para investigar a usina de denuncias de corrupção que se
transformou o governo de Yeda Crusius (PSDB/DEM/PMDB/PP/PTB/PPS). Quase metade
dos entrevistados associa o governo à corrupção. Foi um prato cheio para
alimentar a pseudo-imparcialidade auto-declarada do P-RBS através de seus
profissionais.
Outra pesquisa,
desta vez, do Instituto Data Folha, ligado ao jornal Folha de São Paulo,
notório apoiador da candidatura de José Serra, trouxe números mais alarmantes
ainda: o governo Yeda Crusius tem a maior rejeição já registrada pelo
instituto: para 51% dos entrevistados, a gestão da tucana é ruim ou péssima e
para apenas 15% é ótima e boa. Mais: 57% acreditam na existência de corrupção
no governo. Entre eles, 55% acham que ela é muito responsável pelos casos, 88%
defendem a instalação de uma CPI para investigar as denúncias e 70%, o
impeachment.
Juntando apenas
esses fatos, é possível estabelecer algumas conclusões. A primeira é a
preocupação dos dois representantes maiores do PMDB em defender o governo.
Notem que são as duas alas do partido que tomam essa posição. Na Assembléia, no
entanto, o comportamento é outro, embora não tenham assinado o requerimento da
CPI, raríssimas vezes um parlamentar do PMDB sobe a Tribuna para defender o
governo. Cena que se repete nos programas de debate em rádios e TVs. Não conte
com os deputados Luis Fernando Zacchia, Paulo Odone ou Alberto Oliveira, para
citar alguns nomes de peso da sigla no parlamento. Nem mesmo, Alceu Moreira, o
“Tico-Butico” que aparece nas gravações da Operação Solidária, tem se
manifestado em defesa da governadora.
Nos bastidores, é
corrente a versão de que o relatório final do Ministério Público Federal deverá
responsabilizar apenas a governadora Yeda Crusius diretamente. Como as
pesquisas demonstram, a administração da tucana está irrevogavelmente associada
à corrupção.
Confirmando-se ou
não esta tese, o fato é que o governo Yeda Crusius além de um rotundo fracasso
está aniquilado, sobrevive com a ajuda de aparelhos. E que aparelhos.
Portanto, fica fácil
agora, bater em cachorro morto, como se diz aqui pelo Sul. Serve por exemplo,
para legitimar-se diante da opinião pública quando se aponta para um jornal,
rádio ou TV chapa branca como os que temos dominando e fabricando o imaginário
no Rio Grande do Sul.
Responsabilizando-se
somente Yeda Crusius e algum que outro assessor obscuro, como Walna Villarins,
fica de fora o verdadeiro câncer da vida pública do Rio Grande do Sul, que
tende a se perpetuar. Qual seja, o partido do senador e do deputado federal.
Por isso, Simon e
Padilha vem a publico desqualificar qualquer processo de investigação e
responsabilização pública, como é uma CPI. Se o relatório do MPF responsabilizar
Yeda Crusius, o PMDB sai limpo, porque se sobrepõe ao processo de CPI um outro
processo muito mais traumático, contundente e midiático que é o de impedimento
da governadora. Daí não faltarão assinaturas, mesmo que seja necessário o dobro
de parlamentares assinando o processo de cassação.
Derrubar a
governadora é o fato menos importante. Ela já caiu. Crucial neste momento é
desnudar o PMDB, o parasita dos governos, sem outro projeto que não seja
garantir um fatia do poder para si, de preferência sem se responsabilizar com
nenhum projeto político, seja aqui com os tucanos, seja em Brasília, como
aliados do Governo Lula.