9.6.09
Parasitas do podER

Enquanto o Ministério Público Federal não se pronuncia sobre o destino de assessores, secretários de estado, deputados estaduais e federais e da própria governadora Yeda Crusius. Enquanto a tentativa da Oposição na Assembléia Legislativa de constituir uma CPI não decola, resta ao gaúchos aguardarem indignados ouvindo, assistindo e lendo, o lento desfile de corajosos defensores de uma governo que acabou.



goVERno Yeda acabOU!

Mas o câncER peRsistE

 

 



Estamos quase completando 30 dias desde que deputados da Oposição (PT, PCdoB e PSB), assinaram o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia para investigar o maior caso de corrupção já registrado no Rio Grande. Somaram-se neste período, deputados do PDT (apenas 3 dos 6 parlamentares que a sigla possui) e os chamados independentes do DEM ( 2 dos 3 deputados). Das 19 assinaturas mínimas para constituir a Comissão, faltam apenas duas.

 

Durante esse período nebuloso os gaúchos ouviram seu senador mais antigo acusar a iniciativa dos parlamentares de eleitoreira, raivosa e irresponsável. Logo Pedro Simon, senador do PMDB, sempre citado por seus correligionários políticos e midiáticos por seus eloqüentes e inflamados discursos contra a corrupção na política e pelo afastamento imediato dos envolvidos. Coisa para brasiliense ver, já que em sua terra natal o chefe maior da sigla prefere a contradição à abrir mão dos favores que o governo Yeda Crusius fez ao seu afilhado político, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. Não se sabe se por desespero, para tergiversar ou por abstinência de algum medicamento para a memória, Simon chegou a acusar o Ministro da Justiça, Tarso Genro, de ter colocado a Polícia Federal no encalço dos deputados do seu partido. Depois voltou atrás, negou e foi constrangido até por seus históricos aliados na mídia gaúcha.

 

Após Simon, foi a vez do deputado federal Eliseu Padilha, também do PMDB, investigado pela Operação Solidária, ir para o rádio fazer ameaças aos parlamentares. Padilha afirmou no programa do apresentador Gustavo Motta, na Rádio Guaíba, do Grupo Record, que haviam deputados que se escondiam atrás do “biombo da CPI” e que as investigações da PF revelaria seus “nomezinhos lá”. Como o parlamentar, gentilmente apelidado de “Quadrilha” pelo coronel baiano Antônio Carlos Magalhães, está na condição de investigado e tem, portanto, acesso aos dados sigilosos do processo, ninguém melhor do que ele para dizer quem está ou não envolvido.

 

Na seqüência das declarações comprometedoras dos dois chefes maiores do PMDB no Rio Grande do Sul, profissionais do P-RBS (empresa-partido que domina a imprensa gaúcha), como Antônio Carlos Macedo, Rosane de Oliveira e André Machado, mudaram a tática e passaram a cobrar satisfação de seus antigos aliados e a apostar na criação da CPI no Parlamento. Dias depois veio a explicação. O P-RBS havia encomendado uma pesquisa de opinião, em que 79,4% dos pesquisados afirmaram querer uma CPI para investigar a usina de denuncias de corrupção que se transformou o governo de Yeda Crusius (PSDB/DEM/PMDB/PP/PTB/PPS). Quase metade dos entrevistados associa o governo à corrupção. Foi um prato cheio para alimentar a pseudo-imparcialidade auto-declarada do P-RBS através de seus profissionais.

 

Outra pesquisa, desta vez, do Instituto Data Folha, ligado ao jornal Folha de São Paulo, notório apoiador da candidatura de José Serra, trouxe números mais alarmantes ainda: o governo Yeda Crusius tem a maior rejeição já registrada pelo instituto: para 51% dos entrevistados, a gestão da tucana é ruim ou péssima e para apenas 15% é ótima e boa. Mais: 57% acreditam na existência de corrupção no governo. Entre eles, 55% acham que ela é muito responsável pelos casos, 88% defendem a instalação de uma CPI para investigar as denúncias e 70%, o impeachment.

 

Juntando apenas esses fatos, é possível estabelecer algumas conclusões. A primeira é a preocupação dos dois representantes maiores do PMDB em defender o governo. Notem que são as duas alas do partido que tomam essa posição. Na Assembléia, no entanto, o comportamento é outro, embora não tenham assinado o requerimento da CPI, raríssimas vezes um parlamentar do PMDB sobe a Tribuna para defender o governo. Cena que se repete nos programas de debate em rádios e TVs. Não conte com os deputados Luis Fernando Zacchia, Paulo Odone ou Alberto Oliveira, para citar alguns nomes de peso da sigla no parlamento. Nem mesmo, Alceu Moreira, o “Tico-Butico” que aparece nas gravações da Operação Solidária, tem se manifestado em defesa da governadora.

 

Nos bastidores, é corrente a versão de que o relatório final do Ministério Público Federal deverá responsabilizar apenas a governadora Yeda Crusius diretamente. Como as pesquisas demonstram, a administração da tucana está irrevogavelmente associada à corrupção.

 

Confirmando-se ou não esta tese, o fato é que o governo Yeda Crusius além de um rotundo fracasso está aniquilado, sobrevive com a ajuda de aparelhos. E que aparelhos.

 

Portanto, fica fácil agora, bater em cachorro morto, como se diz aqui pelo Sul. Serve por exemplo, para legitimar-se diante da opinião pública quando se aponta para um jornal, rádio ou TV chapa branca como os que temos dominando e fabricando o imaginário no Rio Grande do Sul.

 

Responsabilizando-se somente Yeda Crusius e algum que outro assessor obscuro, como Walna Villarins, fica de fora o verdadeiro câncer da vida pública do Rio Grande do Sul, que tende a se perpetuar. Qual seja, o partido do senador e do deputado federal.

 

Por isso, Simon e Padilha vem a publico desqualificar qualquer processo de investigação e responsabilização pública, como é uma CPI. Se o relatório do MPF responsabilizar Yeda Crusius, o PMDB sai limpo, porque se sobrepõe ao processo de CPI um outro processo muito mais traumático, contundente e midiático que é o de impedimento da governadora. Daí não faltarão assinaturas, mesmo que seja necessário o dobro de parlamentares assinando o processo de cassação.

 

Derrubar a governadora é o fato menos importante. Ela já caiu. Crucial neste momento é desnudar o PMDB, o parasita dos governos, sem outro projeto que não seja garantir um fatia do poder para si, de preferência sem se responsabilizar com nenhum projeto político, seja aqui com os tucanos, seja em Brasília, como aliados do Governo Lula.

 

 

mandado publicar por LiC.UR.gO_eSCa.fandRis.mo_cRONo.sincLástiCo as 12:18 am

H�lio Sassen Paz
June 19, 2009   11:48 AM PDT
 
Adoraria poder dizer que o desgoverno Yeda "acabou". Adoraria poder crer que todos os respons�veis ser�o punidos. Todavia, com ou sem CPI, praticamente n�o h� mais tempo h�bil para tr�s a��es necess�rias para o impeachment: 1) conclus�o das investiga��es da PF sobre uma quantidade t�o grande de suspeitos cujas redes sociais s�o altamente capilarizadas; 2) Morosidade e prote��o da Injusti�a (MP-RS, sobretudo) sobre pessoas da mesma classe social e da mesma rede da qual os magistrados fazem parte; 3) Se cai Yeda, assume Feij�. Para o patrim�nio p�blico, n�o seria ainda pior?! 4) Se essas pessoas forem condenadas, a maioria delas s� ser� julgada � beira da senilidade e do fim da vida.

Sad but true (Metallica)

[]'s,
H�lio
MEMÓRIA DE GARI
June 12, 2009   02:29 PM PDT
 
O P Monte De Bosta depois de ser MDB partido de oposição do governo X ARENA-partido do governo, tal como o antigo PSD , está sempre no governo. Afinal todos sabem que BOM PARTIDO é aquele tem cofres abarrotados de $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
aliados a escravocratas, racistas, latifundiários,monocultores, biocidas, madeireiros, mineradores, banqueiros, fazendo o que sempre fizeram: Expropriar mais valia humana, material e financeira, saquear povo e cofres públicos, privatizando lucros e democratizando ou socializando ou comunizando prejuizos.
E Simon se comporta como se não tivesse nada a ver com os desastrosos governos seu e de seus afilhados . Nm sei se ele sabe onde fica o Rio Grande do Sul.
zéluiz, zé do rio , José de O.liveira Luiz, 71 é poeta, ator, escritor
 

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