26.5.09
AsCENsão

Há um movimento estudantil em curso no Rio Grande do Sul, articulado, com ações organizadas em grandes centros urbanos do interior do Estado, como Santa Maria e Pelotas. O principal objeto de sua atuação política são as denúncias de corrupção que cercam o Governo Yeda.

 



 

nóS estaMOS em tOdOs oS LugaREs








Os novos 'Caras-pintadas', assumiram o termo criado pela mídia no final da década de 90 para denominar os estudantes que foram às ruas pela ocasião do impedimento de Fernando Collor de Mello, então presidente eleito democraticamente depois de ampla campanha de marketing e apoio da mesma mídia que em seguida criaria as condições para depô-lo.

 

A estratégia de reunir sobre a identidade de "caras-pintadas" encontra ainda eco no imaginário articulado e construído pela mídia naquela época e que perdurou como o seu ( da mídia) símbolo de rebeldia estudantil. Se em algum momento, e isso é perfeitamente compreensível, pintar a cara em sinal de protesto, teve sua raiz na sociedade civil,  não é possível negar que foi como personagem-simbolo no processo de impeachment do Collor , que a imprensa o usurpou do povo,  exclusivamente pelo seu potencial imagético.

 

Vive-se no Rio Grande do Sul, um momento político muito semelhante aquele, proporcional e obviamente em contexto completamente diferente. Ímpar na história dos gaúchos modernos, sem dúvida. No entanto os papéis de cada ator estão dados. Temos uma governadora impopular, uma esfinge de segredos, tão enigmática quanto uma plástica facial mal feita. Um processo judicial a ponto de ser instaurado na Assembléia. Uma mega-operação da PF onde abundam gravações entre empreiteiros, empresários, servidores públicos de alto-escalão, homens e mulheres de partidos políticos, assessores tão fiéis que estão colados aos passos da governadora, deputados federais, secretários de estado, pelo menos um cadáver inexplicável até agora, um lobista e uma viúva. Além de obscuras relações políticas com sociedades secretas cristãs. 

 

A OAB já se deu conta de seu papel e resolveu dar o ar da graça, produziu pequenos fatos burocráticos e simulou algum poder diante de instituições que  parecem considerar a sua existência tanto quanto de qualquer cidadão.

 

A esquerda através dos movimentos sociais e sindicais já assumiu explicitamente a vontade de ver Yeda Crusius fora do Palácio Piratini há bem mais tempo. Parte dos empresários que apoiaram a governadora também tem se manifestado favorável ao processo de investigação que os deputados da Oposição (PT, PCdoB, PSB) tentam instaurar na Assembléia com as assinaturas de outros partidos como o DEM e o PDT.

 

A mídia local está dividida, entre aqueles que correm atrás de novidades e aqueles que possuem as informações e estudam o melhor momento e como publicá-las sem correr o risco de ser furado pelos órgãos federais que cuidam da matéria. A qualquer momento o Ministério Público Federal pode se manifestar sobre o caso, entrar com uma ação contra os personagens principais, inclusive a governadora. Nesse meio tempo é ridículo o esforço de 'abelhas-rainhas' de tergiversar e minimizar as questões centrais.

 

Nesse palco, sem dúvida, o apelo gerado por hordas de jovens de classe média com o rosto pintado em protesto pelas ruas da capital refestela e anima a população em geral a pelo menos prestar atenção no que acontece na política gaúcha. Contudo, não devem ser seduzidos nossos jovens militantes com as doces palavras dos cães de guarda da mídia local, com promessas de reconhecer seu protagonismo. Nunca foram aliados do movimento estudantil, nem de nenhum outro movimento legítimo da sociedade.

 

Ações como a cobertura do monumento do Laçador, com um manto vermelho em que apareceu escrito "Impeachment Já" são muito mais eficiente do ponto de vista da visibilidade do movimento, do que dar entrevista para apresentadores reacionários que invariavelmente se colocam contra a organização popular.

 

Agora é momento de explorar a cabeça das pessoas, daquelas que vivem embotadas pelo trabalho, hipnotizadas pelas facilidades da propaganda, onde sequer chega o discurso político partidário e o voto é decidido pela performance nas bem-iluminadas arenas pré-eleitorais. É momento da guerrilha simbólica intensa. Da disputa das subjetividades através das versões. Da produção do pasto da mídia, a imagem. Mas isso precisa ser sempre discretamente bem calculado.


 

O protesto no Laçador realizado pelo grupo Mãos à Obra é formado por outras organizações e células estudantis que reúnem secundaristas e universitários.

 

A prática da Ação Direta iniciou por volta das 6h da manhã. O poncho vermelho ficou mais de meia hora decorando o monumento, até dois policiais militares removerem a peça. Tempo mais do que suficiente para se produzir uma imagem forte e suculenta para a insaciável mídia.

 

Esse é o caminho agora. Imagens serão mais úteis que discursos. Produzir imagens subversivas. Guardar certo anonimato.

 

Sejam realistas, exijam o impossível!

 

Nós estamos em todos os lugares

 

 

 foto: vermelho.org




21.5.09
cORRuptos no Rio GrandE

Encontramos com Mariã na iminência da caminhada noturna organizada por professores, funcionários públicos e movimento estudantil chegar até seu destino - as portas do Palácio Piratini, cujas paredes alvas abrigam um lamaçal de denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito de figuras proeminentes da vida pública gaúcha, como a própria governadora. Ela concordou em reportar o que viu aquela noite




Manifestantes pedem o sepultamento político de Yeda Crusius

 

 

Na noite morna e tranquila do dia 21 de maio, o silêncio que pairava sobre as ruas de Porto Alegre foi quebrado, quando ao longe, ouviam-se sons de tambores e vozes de protesto como em uma marcha fúnebre. O ar soturno da passeata lembrava em tudo a atual situação do RS: escândalos, roubo, corrupção, abandono do povo, da educação. Numa caminhada iluminada por velas, cerca de 1500 pessoas, manifestantes, sindicalistas, professores e alunos chegaram em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do Estado. Como em um ritual, foram deixadas 860 velas, referente aos dias de angústia vividos pelo povo gaúcho durante o governo Yeda Crusius. As velas formaram a frase "Impeachment já". Tudo isso para lembrar a governadora que " não adianta a Tv dizer que está tudo bem no estado, nós sabemos que existe muita podridão lá dentro"- ressaltou Mário Luiz um dos manifestantes presentes-.



Realmente o povo está cansado, já são dezenas de manifestações que tem tomado às ruas em busca da moralização política do Palácio Piratini. E como garante a Presidente do Cpers/Sindicato Rejane de Oliveira "não vai acabar aí, nós vamos nos mobilizar, até que o objetivo seja alcançado".


A CPI que investigará as denúncias contra a governadora está prestes a ser instaurada e já conta com 16 das 19 assinaturas necessárias para o início das investigações. Agora é só uma questão de tempo.



por Miriã Isquierdo

Especial para o CeL3Uma

22 de maio

Em Porto Alegre, as comemorações estarão concentradas em um local importante para a nossa cidade, o Largo Glênio Peres.


22 de Maio:

Dia Biodiverso

em Porto Alegre

O clima se modifica a cada dia, ninguém mais discorda. Doenças se alastram no planeta em questão de dias, e o Rio Grande do Sul sofre com epidemias de doenças como a febre amarela. A poluição do ar e das águas afeta a vida de todos. A recente seca no estado traçou paisagens inimagináveis. Cada forte reação da natureza indica a necessidade de lutar pela biodiversidade, ação que está no nosso dia-a-dia, na alimentação, no transporte, na energia que utilizamos e no local onde moramos. Dia 22 de maio, sexta-feira próxima, é o Dia Internacional da Biodiversidade, data para comemorar a diversidade biológica, a variedade de vida, as diferenças genéticas dentro das populações, as incontáveis espécies da flora, da fauna e de microrganismos e a variedade de comunidades ao redor do Planeta.

 

 Para que se tenha uma idéia, o Brasil é detentor de aproximadamente 23% da biodiversidade mundial, e perde, a cada ano, 15 mil km2 da Amazônia por conta do desmatamento. A área devastada desse bioma já chega a quase 600 mil km2. Da Mata Atlântica, restam menos de 8%, e dos Cerrados, não mais do que 5%. Das matas do Sul, quase nada. Na Caatinga, o processo de desertificação já soma mais de 180 mil km2. O Brasil também perde em alta velocidade seus manguezais, destruídos em grande parte pela poluição de quase todo o litoral. São diversas também as pessoas e grupos fazem frente a esta realidade que gera desequilíbrio e nega futuro às próximas gerações. As atividades desenvolvidas por cada um destes grupos ficam muitas vezes dissolvidas. Na sexta feira, dia 22, em Porto Alegre, todos vão se encontrar.


Celeuma Serviço

Dia da Biodiversidade

Largo Glênio Peres

22 de maio

 

8h Montagem da Geodésica

8h 30 min Bancas Expositivas

11h Poesia

15h Oficina de compostagem

16h Capoeira

16h 30 min Teatro

19 h Show de Maracatu Truvão

 

mandado publicar por Chinacomunista as 04:55 pm
permita-nos saber o que pensa  

20.5.09
ação direta


                      em breve mais façanhas....só de modelo

                                       pelos interesses do povo gaúcho::::::agência celeuma imagem




mandado publicar por aGÊNcia ceLEUma imAGEm as 07:40 pm
permita-nos saber o que pensa  

18.5.09
qUEda Livre o5

O governo Yeda Crusius está a um passo de acabar. Se os escândalos levantados pela CPI do Detran, que apurou provas levantadas pela Operação Rodin da PF, chegaram a cifra de R$ 44 milhões, indiciaram 39 pessoas e derrubaram 4 secretários de estado, constituindo talvez um escândalo sem precedentes na história política recente do Rio Grande do Sul, o que está por vir, com o resultado da continuação das investigações federais será fatal para um governo moribundo.

 




YEda: motivos não faLtam





 

A Operação Solidária deflagrada antes mesmo das investigações da Rodin serem concluídas foi criada para se aprofundar nas ramificações da segunda. Foi nesse mergulho que a PF gravou horas de conversas telefônicas que dão uma idéia de quanto foi desviado dos cofres públicos e como funcionava o esquema de fraude de licitações em obras públicas de saneamento, pavimentação e irrigação na Região Metropolitana e no Rio Grande do Sul. Estima-se que a cifra passe da casa dos R$ 400 milhões.



 

As investigações dos promotores públicos federais e da PF apontam para a participação dos deputados federais Eliseu Padilha (PMDB) e José Otávio Germano (PP), do ex-prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti ( de onde vem o nome Solidária, uma referência a Administração do PSDB em Canoas), do secretário de Habitação e Saneamento, deputado estadual Marco Alba (PMDB); o secretário estadual de Irrigação, Rogério Ortiz Porto; o deputado estadual Alceu Moreira (PMDB); servidores públicos ligados à governadora, como Walna Villarins, sua principal assessora, encarregada de fazer a ligação entre empresas e o gabinete da governadora;  operadores  político-partidários ligados ao atual governo, como o ex-tesoureiro do PSDB, ex-secretário-geral do Governo e ex-diretor da CEEE, Delson Martini; a ex-diretora geral  de Obras e ex-secretária estadual adjunta de Obras, Rose Guedes Bernardes; o coordenador da transição do Governo, Chico Fraga (PTB).  As principais empresas beneficiadas pelo esquema são a MAC Engenharia e a Magna Engenharia, entre outras.  Os recursos desviados teriam sido destinados a enriquecimento ilícito, Caixa 2 e financiamento de estruturas partidárias.



 

Paralelo a esse cenário descoberto pelas instituições federais e que é um dos motivos alegados pelas bancadas de oposição ao governo no Parlamento, para constituir uma Comissão Parlamentar de Inquérito, bóiam outros agravantes.

 


Trata-se das denúncias de utilização ilegal do sistema de escutas telefônicas utilizados pelas polícias estatais mediante ordenamento judicial, para rastrear adversários políticos e chantagear aliados. Segundo o ex-ouvidor da Segurança Pública do Estado, Adão Paiani, demitido pela governadora através do Diário Oficial, o responsável pelo uso indevido do sistema é o chefe de gabinete a governadora, Ricardo Lied. A Casa Civil prontamente respondeu às denúncias à época, ao invés de afastar Lied, confirmou uma sindicância interna, completamente ilegal, uma vez que o titular não foi afastado. Até hoje ninguém sabe do resultado e Lied permanece exercendo suas funções como se nada tivesse acontecido.

 



Outro agravante que forneceu aos deputados do PT e PCdoB motivo para lançarem o pedido de CPI, depois assinado também por parlamentares do PSB foram os motivos das demissão da delegada Stella Maris Simon, da presidência do Detran. A delegada se demitiu depois que o secretário de Transparência, falando em nome da governadora, ordenou a ela que mantivesse o contrato com a empresa de guinchos Atento. Em seguida, o secretário Carlos Otaviano Brenner confirmou o pagamento de suposta dívida de R$ 16 milhões do Estado com a empresa sem nenhum processo de auditoria e fugindo estranhamente de suas atribuições como titular da Transparência. Para completar, a ordem de pagamento foi parar direto na mesa de Otaviano.

 


Notem que nem chegamos as denúncias de Caixa 2 na campanha eleitoral, que já havia sido objeto de coletiva de parlamentares do PSOL em fevereiro e voltaram à tona na última semana.

 


A estratégia de Yeda de desqualificar as fontes utilizadas pela referida revista de direita, aliás muito afeita ao seu partido, o PSDB, serviu somente para alimentar ainda mais o fervor em torno do tema.

 

 

A Polícia Federal disse que os indícios de irregularidades são graves e que as investigações devem ser aprofundadas e espera autorização do STJ, enquanto isso, também enviou ao Ministério Público Eleitoral documentos que considera indícios de caixa 2 na campanha de Yeda ao governo estadual, em 2006;

 


O procurador regional eleitoral, Vitor Hugo Gomes da Silva, deverá pedir inquérito para apurar o caso e já pediu ao TSE cópia da prestação de contas da coligação União Rio Grande Afirmativo, encabeçada por Yeda em na última eleição.A representação encaminhada pela Bancada do PT no encerramento da CPI no Detran pedindo o indiciamento da governadora, não foi arquivada e segue sob segredo de Justiça.

 


Yeda foi a Brasília, cuidar de seus problemas pessoais com as instituições judiciais e não esclareceu se fez isso com dinheiro público ou não. Não seria a primeira nem a única vez.

 


A viúva Magda Koenigkan ofendida pela governadora durante sua coletiva no sábado (09/05) de coajduvante na sombria história de Marcelo Cavalcante virou figura central. Foi entrevistadas em jornais e rádios e prometeu disponibilizar as gravações e muito mais essa semana.

 


São duas as frentes que levam Yeda Crusius a cassação. Ou caí pelas mãos do Tribunal Superior Eleitoral por desvio de recursos de campanha e adulteração de prestação de contas da campanha; ou cai quando a CPI se constituir na Assembléia Legislativa e trouxer à público o conteúdo das gravações feitas pela PF e que estão nas mãos dos procuradores federais.

 


Até os convencionais e cansativos aliados da mídia local já jogaram a toalha. Muitos mudaram discretamente o discurso e já afirmam compreender que é necessário, pelo menos, investigar.


foto: Arquivo CasaTierra

qUEda Livre o4

Em uma semana um impopular governo que já ia mal ficou muito pior. Estamos falando do Rio Grande do Sul. A política gaúcha voltou a figurar nos jornais nacionais pelos mesmos motivos que vêm aparecendo desde que a frente de direita comandada pelo PSDB venceu últimas eleições: denúncias de corrupção!



 

CoRRupção no goVERno YEda aumenta circULação de revista da direita

 

 

Enquanto Yeda Crusius arrumava as malas para Brasília, já estava em pleno processo de produção o próximo número da revista tucana de circulação nacional que aumentou sensivelmente suas vendas no final de semana anterior e estragou o sábado ensolarado da governadora. Uma semana de entrevistas bombásticas, gafes televisionadas, o reforço de um pedido de CPI na Assembléia Legislativa e uma nova edição já estava prontinha no último sábado reforçando as suspeitas sobre desvio de verbas na campanha de Yeda para o Piratini.



 O RS de pernas para o ar. Na posse de Yeda, o prenúncio do que estava por vir


Uma semana infernal para uns, a glória para outros. A tal revista de direita, conservadora e sem credibilidade jornalística virou amuleto, foi citada por todos os jornais e blogs de todos as matizes políticas e mostrada em infográficos coloridos ou pela mão dos próprio deputados de oposição ao Governo em programas de TV e até na Tribuna da Assembléia Legislativa.

 

A segunda parte da reportagem sobre os desvios de recursos da campanha de Yeda Crusius, publicada no último final de semana não deixou barato. Aproveitou a incoerência política para deitar e rolar ou no caso da revista, chamar para si a incrível capacidade de ser amada e odiada.  Valorizada como foi, a publicação achou-se no direito de registrar que graças a primeira parte da reportagem sobre o que chamou de 'Caixa 2 do Caixa 2', uma manifestação aconteceu em Porto Alegre pedindo o impeachment da governadora. Nada mais pretensioso. Levaram alimento até a boca do monstro, agora durma-se...

 

foto: Internet

17.5.09
dO eXíLiO

pÔ, fOi mAL aI...



Desculpa por ter te subestimado
.

     O diário londrino
Evening Standard lançou, na semana passada, uma campanha publicitária pedindo desculpas aos seus leitores pelos seu comportamento anterior. A ousada tática objetiva reconquistar o seu público e a credibilidade perdida. O ES recentemente foi vendido para o grupo do Daily Mail & General Trust que, imediatamente trocou o editor chefe. O novo mandachuva, Geordie Greig, baseado em uma pesquisa de opinião, descobriu que os londrinos consideram o jornal distanciado da realidade local, depreciador da imagem da cidade, negativo, previsível e soberbo.
     Além disso, no ano passado, o Evening Stardard foi denunciado por ser nitidamente anti-trabalhista e por ter desempenhado um papel fundamental na derrota do ex-prefeito trabalhista Ken Livingstone para o conservador Boris Johnson. Aliás, o descontentamento dos leitores, que talvez se sentiram passados para trás, também se refletiu nas vendas. Dos 280.461 exemplares impressos apenas 143.673 eram vendidos, em média por dia.
      Se o pedido de desculpas vai funcionar eu não sei, mas é esperançoso ver que os leitores ainda tem algum poder. De quebra fica ai o exemplo a ser seguido pela Zero Hora (PRBS), que no mínimo deve se desculpar por existir.



As peças publicitárias foram elaboradas pela McCann Erickson. Foto Annie Mole





mandado publicar por VirGulino as 08:51 am
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13.5.09
muita treta

Alckmin atua na defesa do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e de vários deputados albergueiros que estão sob ameaça de cassação no Tribunal Superior Eleitoral.


Diga-me com quem andas...

 

Amigo distante do Celeuma envia notícia que pode ter passado desapercebida. Tem vezes na vida em que uma simples escolha como esta já estampa na cara que alguém é culpado...

 

Ex-ministro do TSE representará Yeda

Em meio ao seu périplo por Brasília, a governadora Yeda Crusius deu o primeiro passo para interpelar judicialmente os autores das denúncias que vem sofrendo desde que veio à tona a morte do ex-assessor Marcelo Cavalcante. No final da manhã, Yeda anunciou o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Eduardo Alckmin como seu novo advogado.

Alckmin atua na defesa do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e de vários deputados albergueiros que estão sob ameaça de cassação no Tribunal Superior Eleitoral.

 

A informação é do blog da sucursal de Brasília do Clic RBS.

 

mandado publicar por Chinacomunista as 05:58 pm
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11.5.09
novidades quentinhas

As empresas Odebrecht, Renner e Tumelero não constam como doadoras na prestação de contas da campanha de Yeda. Para o PSOL, os e-mails trazem fortes indícios da prática de crimes eleitorais. O tucanato gaúcho estaria diante de...

 

...mais fogo amigo?

 

A segunda feira começou nada requentada. No início da tarde de hoje (11), duas novidades anunciam mais chuvas e trovoadas sobre a cabeça de Yeda Crusius. Primeiro, a entrevista que uma indignada Magda Koenigkan concedeu para a Rádio Gaúcha.

 

"Eu tinha uma imagem diferente da governadora, que me tratava muito bem. Ela mente ao dizer que me viu apenas uma vez em uma recepção do governo em Brasília. Nesta ocasião, que ela diz que eu me encontrava com acompanhantes suspeitas, eu cheguei duas horas atrasada e levei como convidados minha irmã e meu cunhado. Tenho fotos desta comemoração. O que é isso de insinuar este tipo de coisa¿ Ora, por favor, me respeitem", disse Magda.

 

Ao contrário do que disse a governadora na insana coletiva de sábado (9), Magda sustenta ter encontrado Yeda por, pelo menos, três vezes. Em uma delas, teriam almoçado juntas no restaurante do lago sul de Brasília Bargaço, na presença de outras seis pessoas.

 



                                                                 foto :p


Também no início da tarde, a coletiva chamada pelo PSOL reuniu dezenas de repórteres e apresentou trocas de e-mails. O PSOL não divulga a fonte. Na primeira troca de correspondência, um interlocutor, cujo nome não foi divulgado pelo partido, conversa com Alexandrino Alencar, diretor de Relações Institucionais da Braskem sobre doações para a campanha da candidata tucana. Respondendo a um pedido de ajuda para a campanha, feito no dia 9 de outubro de 2006, Alencar responde:



                                                 facsímile

"O pessoal da Construtora (a Odebrecht, segundo o PSOL) foi procurado pela Yeda e ontem tivemos alinhamento. Falei que vc. tinha me procurado sobre o assunto, ela me disse que estava coordenando e falaria com vc."

Em outro email, enviado dia 11 de setembro de 2006, o mesmo interlocutor pergunta:

"Alexandrino, com quem devo encaminhar a encomenda programada para amanhã, dia 12/09 em SP? A pessoa para receber será o Antonio Mucci, a quem e onde ele se dirige?"

Antonio Mucci seria um integrante do PSDB de São Paulo. No dia seguinte, 12 de setembro, uma nova mensagem é enviado ao executivo da Braskem:

"Alexandrino, os paulistas não serão mais contratados, é possível entregar a encomenda em POA até quinta? Ou depositar em CC".

A resposta é a seguinte:

"Deverá ser feito hoje com o marido. Boa Sorte".

O marido, segundo o PSOL, é Carlos Crusius, marido da governadora Yeda Crusius.

Um outro email traz uma troca de mensagens entre Juarez Molinari, um integrante do PSDB de Rio Grande, e o presidente da Federasul, José Paulo Cairoli. Molinari escreve, no dia 20 de novembro de 2006:



    verso do facsímile


"Conforme nosso recente contato telefônico, reitero ao ilustre presidente a solicitação para que interceda junto aos setores competentes e ligados a Federasul no sentido de conseguir um novo apoio financeiro à campanha da governadora Yeda Crusius. Considerando que estamos nos últimos dias para a devida prestação de contas, torna-se necessário conseguir mais adesões. Informo ao ilustre amigo que estarei em Porto Alegre amanhã, 21 de novembro, oportunidade em que gostaria de conversar pessoalmente".

A resposta de Cairoli:

"Prezado Sr. Molinari, as empresas que mantive contato durante a campanha da Gov. Yeda auxiliariam financeiramente de acordo com suas disponibilidades (Renner, Tumelero, Pólo, Braskem, Puras, Ipiranga). Não consegui novas adesões ou complemento dos que participaram no 2° turno".

As empresas Odebrecht, Renner e Tumelero não constam como doadoras na prestação de contas da campanha de Yeda. Para o PSOL, os emails trazem fortes indícios da prática de crimes eleitorais.




mandado publicar por Chinacomunista as 07:58 pm
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eleições presidenciais

A Veja teria sido liberada para escrever a matéria apenas 40 dias depois de ter acesso às fitas?


Yeda rifada

 



                                                             sátiro colabora



Celeuma concorda em gênero, número e grau com os amigos do Dialógico:

 

Na nossa hipótese, acreditamos que há dedo do PSDB nacional nessa confusão. Não é de hoje, que há rumores de descontentamento dos dirigentes nacionais com a desgovernadora. Escândalos de corrupção, às vésperas de eleição para Presidência da República, é tudo que José Serra e cia. temem, pois podem atrapalhar a campanha. Já bastou a cassação de Cássio Cunha Lima [PSDB/PB].

 

Ainda na entrevista de Carlos Crusius no folhetim Zero Hora, tudo indica que o marido da governadora também concorda com o blog. Parece que a tese de que Yeda já havia sido rifada dentro da direção do PSDB nacional há meses é verdade. Tudo para garantir que a merda jogada no ventilador aqui nos pampas não respingue logo mais em José Serra. A Veja teria sido liberada para escrever a matéria apenas 40 dias depois de ter acesso às fitas?


ZH – O que motivaria essas denúncias?

Crusius – Se vocês fizerem um retrospecto, vão ver que sempre vem de um determinado lado. É um negócio meio selvagem, irracional, sempre tentando atingir a pessoa da governadora. Mas tem uma lógica, que está aparecendo cada dia mais. Não é simplesmente desestabilizar o governo. Vocês têm capacidade para depois começar a juntar peças e ver o que está acontecendo no país.

ZH – O senhor acha que tem a ver com algo nacional?

Crusius – Acho, mas isso é meu, não estou fazendo teoria de conspiração nenhuma.

 

 

Aliás, Cássio Cunha Lima caiu por bem menos, bem menos...

 

mandado publicar por Chinacomunista as 11:47 am
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