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Enquanto o
Ministério Público Federal não se pronuncia sobre o destino de assessores,
secretários de estado, deputados estaduais e federais e da própria governadora
Yeda Crusius. Enquanto a tentativa da Oposição na Assembléia Legislativa de
constituir uma CPI não decola, resta ao gaúchos aguardarem indignados ouvindo,
assistindo e lendo, o lento desfile de corajosos defensores de uma governo que
acabou. Estamos quase
completando 30 dias desde que deputados da Oposição (PT, PCdoB e PSB),
assinaram o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
na Assembléia para investigar o maior caso de corrupção já registrado no Rio
Grande. Somaram-se neste período, deputados do PDT (apenas 3 dos 6
parlamentares que a sigla possui) e os chamados independentes do DEM ( 2 dos 3
deputados). Das 19 assinaturas mínimas para constituir a Comissão, faltam
apenas duas. Durante esse período
nebuloso os gaúchos ouviram seu senador mais antigo acusar a iniciativa dos
parlamentares de eleitoreira, raivosa e irresponsável. Logo Pedro Simon,
senador do PMDB, sempre citado por seus correligionários políticos e midiáticos
por seus eloqüentes e inflamados discursos contra a corrupção na política e
pelo afastamento imediato dos envolvidos. Coisa para brasiliense ver, já que em
sua terra natal o chefe maior da sigla prefere a contradição à abrir mão dos
favores que o governo Yeda Crusius fez ao seu afilhado político, o presidente
do Banrisul, Fernando Lemos. Não se sabe se por desespero, para tergiversar ou por
abstinência de algum medicamento para a memória, Simon chegou a acusar o
Ministro da Justiça, Tarso Genro, de ter colocado a Polícia Federal no encalço
dos deputados do seu partido. Depois voltou atrás, negou e foi constrangido até
por seus históricos aliados na mídia gaúcha. Após Simon, foi a
vez do deputado federal Eliseu Padilha, também do PMDB, investigado pela
Operação Solidária, ir para o rádio fazer ameaças aos parlamentares. Padilha
afirmou no programa do apresentador Gustavo Motta, na Rádio Guaíba, do Grupo
Record, que haviam deputados que se escondiam atrás do “biombo da CPI” e que as
investigações da PF revelaria seus “nomezinhos lá”. Como o parlamentar,
gentilmente apelidado de “Quadrilha” pelo coronel baiano Antônio Carlos
Magalhães, está na condição de investigado e tem, portanto, acesso aos dados
sigilosos do processo, ninguém melhor do que ele para dizer quem está ou não
envolvido. Na seqüência das
declarações comprometedoras dos dois chefes maiores do PMDB no Rio Grande do
Sul, profissionais do P-RBS (empresa-partido que domina a imprensa gaúcha),
como Antônio Carlos Macedo, Rosane de Oliveira e André Machado, mudaram a
tática e passaram a cobrar satisfação de seus antigos aliados e a apostar na
criação da CPI no Parlamento. Dias depois veio a explicação. O P-RBS havia
encomendado uma pesquisa de opinião, em que 79,4% dos pesquisados afirmaram
querer uma CPI para investigar a usina de denuncias de corrupção que se
transformou o governo de Yeda Crusius (PSDB/DEM/PMDB/PP/PTB/PPS). Quase metade
dos entrevistados associa o governo à corrupção. Foi um prato cheio para
alimentar a pseudo-imparcialidade auto-declarada do P-RBS através de seus
profissionais. Outra pesquisa,
desta vez, do Instituto Data Folha, ligado ao jornal Folha de São Paulo,
notório apoiador da candidatura de José Serra, trouxe números mais alarmantes
ainda: o governo Yeda Crusius tem a maior rejeição já registrada pelo
instituto: para 51% dos entrevistados, a gestão da tucana é ruim ou péssima e
para apenas 15% é ótima e boa. Mais: 57% acreditam na existência de corrupção
no governo. Entre eles, 55% acham que ela é muito responsável pelos casos, 88%
defendem a instalação de uma CPI para investigar as denúncias e 70%, o
impeachment. Juntando apenas
esses fatos, é possível estabelecer algumas conclusões. A primeira é a
preocupação dos dois representantes maiores do PMDB em defender o governo.
Notem que são as duas alas do partido que tomam essa posição. Na Assembléia, no
entanto, o comportamento é outro, embora não tenham assinado o requerimento da
CPI, raríssimas vezes um parlamentar do PMDB sobe a Tribuna para defender o
governo. Cena que se repete nos programas de debate em rádios e TVs. Não conte
com os deputados Luis Fernando Zacchia, Paulo Odone ou Alberto Oliveira, para
citar alguns nomes de peso da sigla no parlamento. Nem mesmo, Alceu Moreira, o
“Tico-Butico” que aparece nas gravações da Operação Solidária, tem se
manifestado em defesa da governadora. Nos bastidores, é
corrente a versão de que o relatório final do Ministério Público Federal deverá
responsabilizar apenas a governadora Yeda Crusius diretamente. Como as
pesquisas demonstram, a administração da tucana está irrevogavelmente associada
à corrupção. Confirmando-se ou
não esta tese, o fato é que o governo Yeda Crusius além de um rotundo fracasso
está aniquilado, sobrevive com a ajuda de aparelhos. E que aparelhos. Portanto, fica fácil
agora, bater em cachorro morto, como se diz aqui pelo Sul. Serve por exemplo,
para legitimar-se diante da opinião pública quando se aponta para um jornal,
rádio ou TV chapa branca como os que temos dominando e fabricando o imaginário
no Rio Grande do Sul. Responsabilizando-se
somente Yeda Crusius e algum que outro assessor obscuro, como Walna Villarins,
fica de fora o verdadeiro câncer da vida pública do Rio Grande do Sul, que
tende a se perpetuar. Qual seja, o partido do senador e do deputado federal. Por isso, Simon e
Padilha vem a publico desqualificar qualquer processo de investigação e
responsabilização pública, como é uma CPI. Se o relatório do MPF responsabilizar
Yeda Crusius, o PMDB sai limpo, porque se sobrepõe ao processo de CPI um outro
processo muito mais traumático, contundente e midiático que é o de impedimento
da governadora. Daí não faltarão assinaturas, mesmo que seja necessário o dobro
de parlamentares assinando o processo de cassação. Derrubar a
governadora é o fato menos importante. Ela já caiu. Crucial neste momento é
desnudar o PMDB, o parasita dos governos, sem outro projeto que não seja
garantir um fatia do poder para si, de preferência sem se responsabilizar com
nenhum projeto político, seja aqui com os tucanos, seja em Brasília, como
aliados do Governo Lula. |
| H�lio Sassen Paz June 19, 2009 11:48 AM PDT Adoraria poder dizer que o desgoverno Yeda "acabou". Adoraria poder crer que todos os respons�veis ser�o punidos. Todavia, com ou sem CPI, praticamente n�o h� mais tempo h�bil para tr�s a��es necess�rias para o impeachment: 1) conclus�o das investiga��es da PF sobre uma quantidade t�o grande de suspeitos cujas redes sociais s�o altamente capilarizadas; 2) Morosidade e prote��o da Injusti�a (MP-RS, sobretudo) sobre pessoas da mesma classe social e da mesma rede da qual os magistrados fazem parte; 3) Se cai Yeda, assume Feij�. Para o patrim�nio p�blico, n�o seria ainda pior?! 4) Se essas pessoas forem condenadas, a maioria delas s� ser� julgada � beira da senilidade e do fim da vida. Sad but true (Metallica) []'s, H�lio | ||
| MEMÓRIA DE GARI June 12, 2009 02:29 PM PDT O P Monte De Bosta depois de ser MDB partido de oposição do governo X ARENA-partido do governo, tal como o antigo PSD , está sempre no governo. Afinal todos sabem que BOM PARTIDO é aquele tem cofres abarrotados de $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ aliados a escravocratas, racistas, latifundiários,monocultores, biocidas, madeireiros, mineradores, banqueiros, fazendo o que sempre fizeram: Expropriar mais valia humana, material e financeira, saquear povo e cofres públicos, privatizando lucros e democratizando ou socializando ou comunizando prejuizos. E Simon se comporta como se não tivesse nada a ver com os desastrosos governos seu e de seus afilhados . Nm sei se ele sabe onde fica o Rio Grande do Sul. zéluiz, zé do rio , José de O.liveira Luiz, 71 é poeta, ator, escritor | ||
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